25 setembro 2017

o que jamais lhe direi

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     Então, calamares?? Topem e apreciem o esforço de ser assídua no blog :') mesmo que esteja, como diria o meu pai, a mijar para a parede Bem, se há coisa que nunca me farto de fazer é listar (para quem não reparou, os meus posts consistem em listas mesmo Resultado de imagem para stare.deviantart ), então hoje decidi arriscar uma novo listas daquelas que se materializam naquelas noites em que choramos baba e ranho abraçados à almofada e nos lembramos de mais motivos para chorar e damos por nós e somos uma bolinha emocional a rolar pela enorme montanha de fracasso que é a nossa vida ! ...
     eheh. Pois. Isso. Quem nunca, não é? :iconmingplz:


     Bem, coisa com que eu não lido bem é a Morte -- e com "não lido bem" o que eu quero dizer é que a coisa fica puramente constrangedora. Eu de luto pareço um sorvete de limão -- o bicho é frio e amargo como tudo, mas derrete bastante facilmente. Regra geral, em momentos não tão bons da minha vida eu não choro pelo que foi ou como acabou ... eu choro pelo que teria sido ou não foi. #trouxa
     Quando me morreu o meu avô (actualizem-se e conheçam o beirão aquiaqui e aqui) eu estava em paz (tão impassível que pensaram que eu era intrusa no funeral. chupem teresas). Mas ora aqui está aquilo que, se me tivessem lembrado ou dito, me teria feito chorar como um bebé sem chupeta juntamente com aquilo que ainda hoje me deprime D':

29 agosto 2017

dinastia

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     Era uma vez. Uma vez alguém que visionou, alguém que quis quebrar o paradigma, que o imaginou quebrado. Uma vez alguém que fez não mais que todos, mas granjeou a adesão de uns quantos mais fascinados pela sua loucura. Uma vez alguém que denunciou as injustiças, que as bradou, que as relevou, que propôs soluções, que se tentou explicar, que guiou, que orientou, que lutou, que debateu, que ...

     Era uma vez uma vida devotada a uma visão. Uma vida. Mas vida é efémera, e de gorjeta deixamos uns pedaços de ideias e pensamentos. 
     Era uma vez um Homem. O Homem morre: a terra lapida-lhe o corpo e as Gentes delapidam-lhe a ideia deixada em herança. 

14 agosto 2017

bruh

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Por vezes paro, cansado de coisa nenhuma, e olho. Nunca me sinto tão estrangeiro como então: por novos instantes, as árvores não parecem as mesmas, as sombras parecem diferentes, as ruas surgem renovadas sob a luz limpa que resplandece na cal. O rumor do rio – nunca me soou tão cristalino. O grasnar das gaivotas confunde-se com o papaguear dos turistas. Sinto-me, enfim, enteado nesta terra que me permitiu no seu seio mas que não me viu nascer.
Das serranias distantes da paisagem chega-me uma aragem que me fala de casa. Casa: palavra maravilhosa que me enche os ouvidos de saudade. Casa é onde cresci e fui miúdo, casa é onde pernoitei nos meus anos dourados de inocência. Casa é onde guardei tudo o que de bom fui.
Este rio largo que rasga a minha madrasta não suplanta o ribeiro que me lavou as primeiras ideias. Estas casas caiadas, largas e alinhadas, não destronam os casinhotos alinhavados que eu visitei e corri e memorizei. Estes telhados de caniço e águas em nada suprimem o meu colmo, a minha tábua que me tolda o coração.
Sou estrangeiro porque assim o quero, sou estrangeiro quando me esqueço do que aqui me traz numa perpétua passagem. Sou estrangeiro, mas quero ser turista: já vi a paisagem, achei-a bonita – mas sinto que é hora de regressar ao meu lar.

Resultado de imagem para good morning vietnam gif
    GOOOOOOOOD MORNING VIETNAM!! Como vão as minhas lagostinhas suadas? :D não me levem a mal, mas este verão já não dá para senão isso Contem-me das vossas férias? Algarve, já cá vieram? Não? Óptimo!, não venham: o Levante bate-vos com o real calor na fronha e depois atira-vos ao chão com um poderoso vendaval -n- Mas sabem o que é melhor que o calor abafado do Levante?? É refugiar-nos dele numa copa! Isso sim, resolve o problema: da aridez do Sahara para a humidade tropical da Amazónia ♥ Fiz férias em meio mundo sem sair do Algarve, isto sim é de valor!
Mas querem saber uma coisa?